Posted by Giselle Maia | Under Santa Teresinha do Menino Jesus, Santos
domingo jun 28, 2009
A característica principal da espiritualidade deixada por Santa Teresinha é a “pequena Via”ou pequeno caminho, que nos conduz de um modo mais simples ao Céu.
Mas a pequena via é algo tão belo, tão cheio de virtudes que muitos ficam sem saber ao certo como vivê-la e do que se trata de fato.
Se observarmos a vida de Santa Teresinha veremos que embora ela seja uma santa extraordinariamente encantadora, veremos que ao longo de sua vida, diferente de outros santos, ela nunca fez nada de extraordinário. Uma vida simples, mortificada e silenciosa. Em alguns santos como Sto. Antônio, São Pe. Pio, São João Bosco, e outros vemos vidas marcadas por grandes milagres, pregações fabulosas, bilocações e prodígios, mas na vida de Santa Teresinha veremos que ela buscou o escondimento, o anonimato.
Qual o segredo? Embora Santa Teresinha não fizesse coisas extraordinárias, fazia tudo com imenso amor, e procurava em tudo agradar ao Bom Deus, até mesmo nas menores coisas, deixando com estes gestos o precioso caminho para que também nós, pequenos e miseráveis possamos desfrutar das alegrias eternas que deus nos reserva no Céu.
Vemos assim como traço principal da “Pequena Via”de Santa Teresinha, fazer do ordinário o extraordinário. Nos pequenos serviços de casa, fazer com amor e capricho pensando em agradar ao próximo e a Deus.
Isto é, ela nos ensina que Deus está em todas as partes, em toda situação, em toda pessoa e nos pequenos detalhes da vida.
Seu “Pequeno Caminho” nos ensina que é necessário fazer coisas habituais da vida com extraordinário amor. Um sorriso, uma chamada ao telefone, animar uma pessoa, sofrer em silêncio, ter sempre palavras otimistas e tantas outras ações feitas com amor.
Estes são os exemplos de sua espiritualidade. Uma pequena ação feita com amor, é mais importante que grandes ações feitas para a glória pessoal. Teresa nos convida a unir-nos a sua infância espiritual, isto é, ao seu “Pequeno caminho”.
Que Santa Teresinha interceda por nós para tenhamos a graça de amarmos e fazermos tudo com imenso amor.
Um abraço fraterno
Giselle Maia
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quinta-feira jun 25, 2009
NOSSA!!! Você sabia que existe uma relíquia de Santa Teresinha no Espaço?
Eu não sabia disto. Estou surpresa!
Hoje através da Rádio Vaticano, descobri esta fantástica e intrigante aventura percorrida pelas relíquias de Santa Teresinha. Impressionante!
As Carmelitas Descalças de New Caney (EUA) entregaram ao astronauta Ron Garan uma relíquia de Santa Terezinha, que o acompanhou em sua viagem espacial com a nave Discovery, de 31 de maio a 14 de junho.
Em uma visita à comunidade carmelita, o comandante da nave espacial pediu orações para a sua viagem no espaço, como também um objeto sagrado para levar consigo.
Assim, durante 14 dias, a relíquia de Santa Terezinha percorreu mais de 9 milhões de quilômetros no espaço, ao redor da Terra, a uma velocidade de 27.291 km/h. Durante toda a viagem, a comunidade religiosa acompanhou a tripulação com suas intensas orações, pedindo também à Santa “uma chuva de rosas do espaço sobre o mundo”.
A missão do astronauta Ron consistiu em sair no espaço, ligado por um cabo a um braço robótico, telecomandado do interior da estação por outro membro da tripulação, para colocar o módulo japonês na posição correta e fazer algumas reparações no exterior da estação espacial.
Na ocasião, a comunidade lembrou ao amigo astronauta as palavras de Santa Teresinha:
“Sinto a vocação de um apóstolo… Quisera percorrer a terra, pregar o nome de Cristo e plantar sobre o solo infiel a sua Cruz gloriosa. Mas, meu Amado, só uma missão não seria suficiente! Quisera anunciar o Evangelho, ao mesmo tempo, aos cinco cantos do mundo, até às ilhas mais remotas…”.
Santa Teresinha além de percorrer a Terra com suas relíquias também viajou o espaço. Quem diria? Uma Carmelita que viveu apenas 24 anos, nunca saiu do Carmelo, buscou a obediência e a simplicidade agora recebe a missão de evangelizar no espaço celeste. A relíquia em questão encontra-se em órbita há um ano e a esta será acrescentada outra relíquia, levada pelo mesmo astronauta em sua próxima missão, programada para março de 2011. Impressionante mesmo!!
Diante desta notícia fiquei pensando, o que Santa Teresinha está achando de tudo isso? Antes de vira a falecer Santa Teresinha sabia e revelou a sua irmã que depois de morta iria começar uma nova e grande missão depois de sua morte, mas será que ela imaginou algo tão grandioso assim? “Santa Teresinha astronauta” para levar a Palavra.
Que lindo! Santa Teresinha foi tão feita para o Céu, que até mesmo seus restos mortais não conseguem ficar presos aqui na terra.
Santa Teresinha viveu seus 24 anos com os olhos voltados para o Céu, quando pequena ela deixava todos admirados com seus cabelinhos dourados, radiantes pelo sol, e olhos azuis voltados para o Céu, quase que em êxtase afirmando onde Deus está. Hoje ela nos olha lá do Céu e quer chamar a nossa atenção para Deus.
Que Santa Teresinha derrame uma chuva de rosas sobre o Planeta Terra!
Um abraço a todos
Giselle Maia
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terça-feira jun 23, 2009
Como sexta feira foi celebrado os 150 anos de falecimento de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, e início do ano sacerdotal, deixo aqui alguns pensamentos deste homem santo, modelo a ser imitado.
Misericórdia e sacramento do perdão
Se compreendêssemos bem o que significa ser filho de Deus, não poderíamos fazer o mal [...]; ser filho de Deus, oh, que bela dignidade!
A misericórdia de Deus é como um rio que transbordou. Ao passar, arrebata os corações.
Não é o pecador que retorna a Deus para lhe pedir perdão, é Deus que corre atrás do pecador e o faz voltar para Ele.
Demos, portanto, esta alegria a esse Pai tão bom: voltemos a Ele… e seremos felizes.
O bom Deus está sempre disposto a nos receber. Sua paciência nos espera!
Há quem volte ao Pai Eterno um coração duro. Oh, como essas pessoas se enganam! O Pai Eterno, para desarmar sua justiça, deu a seu Filho um coração excessivamente bom: não damos o que não temos…
Há quem diga: “Agi mal demais; Deus não pode me perdoar”. Trata-se de uma grande blasfêmia. Equivale a impor um limite à misericórdia de Deus, que não tem limites: é infinita.
Nossos erros são grãozinhos de areia em comparação com a grande montanha da misericórdia de Deus.
Quando o sacerdote dá a absolvição, precisamos pensar apenas numa coisa: que o sangue do bom Deus se derrama sobre nossa alma para lavá-la, purificá-la e torná-la bela como era depois do batismo.
O bom Deus, no momento da absolvição, joga nossos pecados para trás das costas, ou seja, esquece-os, apaga-os: não reaparecerão nunca mais.
Já não há o que falar dos pecados perdoados. Foram apagados, não existem mais!
A Eucaristia e a comunhão
Todas as boas obras, juntas, não se equivalem ao sacrifício da Missa, pois são obras dos homens, enquanto a Santa Missa é obra de Deus.
Nada há tão grande quanto a Eucaristia.
Oh, filhos meus, o que faz Nosso Senhor no Sacramento de seu amor? Toma seu coração bom para nos amar, e extrai desse coração uma transpiração de ternura e misericórdia, para sufocar os pecados do mundo.
Aí está aquele que tanto nos ama! Por que não amá-lo?
O alimento da alma é o corpo e o sangue de um Deus. Se pensarmos nisso, havemos de nos perder eternamente nesse abismo de amor!
Venham à comunhão, venham a Jesus, venham viver d’Ele, para viver para Ele.
O bom Deus, querendo oferecer-se a nós no sacramento de seu amor, deu-nos um desejo grande e profundo, que só Ele pode satisfazer.
A comunhão produz na alma uma espécie de lufada de ar num fogo que começa a se apagar, mas em que ainda ardem muitas brasas!
Depois que comungamos, se alguém nos dissesse: “O que você leva para casa?”, poderíamos responder: “Eu levo o céu”.
Não digam que não são dignos disso. É verdade: vocês não são dignos, mas precisam disso.
A oração
A oração nada mais é que a união com Deus.
A oração é uma doce amizade, uma familiaridade surpreendente; [...] é um doce colóquio de uma criança com seu Pai.
Quanto mais rezamos, mais queremos rezar.
Vocês têm um coração pequeno, mas a oração o alarga e o torna capaz de amar a Deus.
Não é para as longas nem para as belas orações que o bom Deus olha, mas para as que vêm do fundo do coração, com grande respeito e verdadeiro desejo de agradar a Deus.
Como um pequeno quarto de hora que roubamos a nossas ocupações, a uma série de coisas inúteis, para rezar, lhe dá prazer!
A oração particular assemelha-se à palha espalhada aqui e ali num campo. Se lhe ateamos fogo, a chama tem pouco ardor, mas, se reunimos a palha espalhada, a chama se torna abundante e se eleva para o alto do céu: o mesmo se dá com a oração pública.
O homem é um pobre que precisa pedir tudo a Deus.
O homem tem uma bela função: rezar e amar. [...] Essa é a felicidade do homem na terra.
Vamos, minh’alma, vai conversar com o bom Deus, trabalhar com Ele, caminhar com Ele, lutar e sofrer com Ele. Trabalharás, mas Ele abençoará teu trabalho; caminharás, mas Ele abençoará teus passos; sofrerás, mas Ele abençoará tuas lágrimas. Como é grande, como é nobre, como é consolador fazer tudo em companhia e sob o olhar do bom Deus, e pensar que Ele tudo vê, tudo enumera!…
O sacerdote
A ordem: é um sacramento que não parece dizer nada a nenhum de vocês, mas diz respeito a todos.
É o sacerdote quem continua a obra da Ressurreição na terra.
Quando vocês vêem o sacerdote, pensem em Nosso Senhor Jesus Cristo.
O sacerdote não é sacerdote para si mesmo, mas por vocês.
Tentem se confessar com a Santa Virgem ou com um anjo. Eles os absolverão? Darão o corpo e o sangue de Nosso Senhor a vocês? Não, a Santa Virgem não pode trazer seu divino Filho na hóstia. Ainda que vocês tivessem duzentos anjos a sua disposição, eles não poderiam absolvê-los. Um sacerdote, por mais simples que seja, pode fazer isso. Ele pode lhes dizer: vão em paz, eu os perdôo.
Oh, o sacerdote é algo realmente grande!
Um bom pastor, um pastor de acordo com o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia, e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina.
O Sacerdócio é o amor do coração de Jesus.
Deixem uma paróquia vinte anos sem sacerdote: ali os animais serão adorados.
A Virgem Maria
A Santa Virgem é essa bela criatura que nunca desagradou ao bom Deus.
O Pai adora contemplar o coração da Santíssima Virgem Maria, como a obra-prima de suas mãos.
Jesus Cristo, depois de ter-nos dado tudo o que nos podia dar, quis ainda fazer-nos herdeiros do que tem de mais precioso, sua Santa Mãe.
A Santa Virgem nos gerou duas vezes: na encarnação e aos pés da Cruz; logo, é nossa Mãe duas vezes.
Não entramos numa casa sem falar com o porteiro! Pois bem: a Santa Virgem é a porteira do Céu!
A ave-maria é uma oração que não cansa nunca.
Tudo o que o Filho pede ao Pai lhe é concedido. Tudo o que a Mãe pede ao Filho também lhe é deferido.
O meio mais seguro de conhecer a vontade de Deus é rezar a nossa boa Mãe.
Quando nossas mãos tocaram um aroma, perfumam tudo o que tocam. Façamos nossas orações passarem pelas mãos da Santa Virgem: ela as perfumará.
Creio que, no fim do mundo, a Santa Virgem ficará muito tranquila, mas, enquanto durar o mundo, ela é puxada de todos os lados…

Mesmo depois de 150 anos de falecimento, o corpo de São João Maria Vianney encontra-se incorrupto. Mais uma grande prova do que a santidade e a vida na Eucaristia pode fazer conosco.
Posted by Giselle Maia | Under Orações, Sagrado Coração de Jesus
sexta-feira jun 19, 2009
Composta por Santa Margarida Maria
Eu (o seu nome), Vos dou e consagro, oh Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar.
Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único bem do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.Sê, ó Coração de bondade, a minha justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a Sua justa cólera.
Ó Coração de amor, deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos ou que se oponha à Vossa vontade.
Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos nem separar-me de Vós. Suplico-Vos que o meu nome seja escrito no Vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. Amém.
Posted by Giselle Maia | Under Igreja
quinta-feira jun 18, 2009
Nesta quinta-feira, 18, foi publicada a carta do Papa Bento XVI para o Ano Sacerdotal, cuja abertura será feita pelo Santo Padre, nesta sexta-feira, 19, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Oração pela Santificação do Clero.
Carta na íntegra
No texto, o Papa afirma que o Ano Sacerdotal ajudará a “promover o compromisso de uma renovação interior de todos os sacerdotes a fim que eles possam dar um forte e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje”.
O Santo Padre recorda os 150 anos da morte de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, e propõe aos sacerdotes do mundo inteiro um percurso simples e concreto sob o exemplo desse santo. Bento XVI ressalta que os sacerdotes são dons não somente para a Igreja, mas também para a humanidade.
O Pontífice lembra as fatigas apostólicas, o serviço incansável e silencioso e a caridade de muitos sacerdotes que se dedicam totalmente a serviço de Deus e do próximo, não obstante as dificuldades, as incompreensões e até mesmo as perseguições que terminam muitas vezes com o testemunho do martírio.
Bento XVI recorda aos sacerdotes o testemunho cotidiano de São João Maria Vianney na oração, na Santa Missa e na confissão, e os exorta a terem confiança no Sacramento da Confissão, recolocando-o no centro de suas preocupações pastorais.
O Santo Padre confia o Ano Sacerdotal à proteção da Virgem Maria com as seguintes palavras: “Queridos irmãos sacerdotes, Cristo conta com vocês. Seguindo o exemplo de São João Maria Vianney se deixem conquistar por Ele e vocês serão, no mundo de hoje, mensageiros de esperança, de reconciliação e de paz”.
Vamos intensificar nossas orações pelos sacerdotes! Que neste ano façamos uma verdadeira jhornada de orações por nossos sacerdotes e imploremos a Deus por novas vocações sacerdotais santas.
“Se entendêssemos na terra o que é um padre, morreríamos não de susto, mas de amor.”
(São João Maria Vianney – Cura d’Ars)
Posted by Giselle Maia | Under Igreja
quinta-feira jun 18, 2009
VaticanoAmados irmãos no sacerdócio,
Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira, 19 de Junho de 2009 – dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero – tenho em mente proclamar oficialmente um “Ano Sacerdotal”,» por ocasião do 150° aniversário do dies natalis de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo. Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo, terminará na mesma solenidade de 2010. “O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus”: costumava dizer o Santo Cura d’Ars. Esta tocante afirmação nos permite, antes de mais nada, evocar com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes não só para a Igreja mas também para a própria humanidade. Penso em todos os presbíteros que propõem, humilde e cotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro as palavras e os gestos de Cristo, procurando aderir a Ele com os pensamentos, a vontade, os sentimentos e o estilo de toda a sua existência. Como não sublinhar as suas fadigas apostólicas, o seu serviço incansável e escondido, a sua caridade tendencialmente universal? E que dizer da fidelidade corajosa de tantos sacerdotes que, não obstante dificuldades e incompreensões, continuam fiéis à sua vocação: a de “amigos de Cristo”, por Ele de modo particular chamados, escolhidos e enviados?
Eu mesmo guardo ainda no coração a recordação do primeiro pároco junto de quem exerci o meu ministério de jovem sacerdote: me deixou o exemplo de uma dedicação sem reservas ao próprio serviço sacerdotal, a ponto de encontrar a morte durante o próprio ato de levar o viático a um doente grave. Depois, repasso na memória os inumeráveis irmãos que encontrei e encontro, inclusive durante as minhas viagens pastorais às diversas nações, generosamente empenhados no exercício diário do seu ministério sacerdotal. Mas a expressão utilizada pelo Santo Cura d’Ars evoca também o Coração traspassado de Cristo com a coroa de espinhos que O envolve. E isto leva o pensamento a se deter nas inumeráveis situações de sofrimento em que se encontram imersos muitos sacerdotes, ou porque participantes da experiência humana da dor na multiplicidade das suas manifestações, ou porque incompreendidos pelos próprios destinatários do seu ministério: como não recordar tantos sacerdotes ofendidos na sua dignidade, impedidos na sua missão e, às vezes, mesmo perseguidos até ao supremo testemunho do sangue?
Infelizmente existem também situações, nunca suficientemente deploradas, em que a própria Igreja a sofre pela infidelidade de alguns dos seus ministros. Daí advém, então, para o mundo motivo de escândalo e de repulsa. O máximo que a Igreja pode recavar de tais casos não é tanto a acintosa relevação das fraquezas dos seus ministros, como sobretudo uma renovada e consoladora consciência da grandeza do dom de Deus, concretizado em figuras esplêndidas de generosos pastores, de religiosos inflamados de amor por Deus e pelas almas, de diretores espirituais esclarecidos e pacientes. A este respeito, os ensinamentos e exemplos de São João Maria Vianney podem oferecer a todos um significativo ponto de referência. O Cura d’Ars era humilíssimo, mas consciente de ser, enquanto padre, um dom imenso para o seu povo: “Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina”. Falava do sacerdócio como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefa confiados a uma criatura humana: “Oh como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…) Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia”. E, ao explicar aos seus fiéis a importância dos sacramentos, dizia: “Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. (…) Depois de Deus, o sacerdote é tudo! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu”. Estas afirmações, nascidas do coração sacerdotal daquele santo pároco, podem parecer excessivas. Nelas, porém, revela-se a sublime consideração em que ele tinha o sacramento do sacerdócio. Parecia subjugado por uma sensação de responsabilidade sem fim: “Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos, não de susto, mas de amor. (…) Sem o padre, a morte e a paixão de Nosso Senhor não teria servido para nada. É o padre que continua a obra da Redenção sobre a terra (…) Que aproveitaria termos uma casa cheia de ouro, senão houvesse ninguém para nos abrir a porta? O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecônomo do bom Deus; o administrador dos seus bens (…) Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá serão adoradas as bestas. (…) O padre não é padre para si mesmo, é para vós”.
Tinha chegado a Ars, uma pequena aldeia com 230 habitantes, precavido pelo bispo de que iria encontrar uma situação religiosamente precária: “Naquela paróquia, não há muito amor de Deus; vou infundir em vós”. Por conseguinte, achava-se plenamente consciente de que devia ir para lá a fim de encarnar a presença de Cristo, testemunhando a sua ternura salvífica: “[Meu Deus], concedei-me a conversão da minha paróquia; aceito sofrer tudo aquilo que quiserdes por todo o tempo da minha vida!”: foi com esta oração que começou a sua missão. E, à conversão da sua paróquia, dedicou-se o Santo Cura com todas as suas energias, pondo no cume de cada uma das suas ideias a formação cristã do povo a ele confiado. Amados irmãos no sacerdócio, peçamos ao Senhor Jesus a graça de podermos também nós assimilar o método pastoral de S. João Maria Vianney. A primeira coisa que devemos aprender é a sua total identificação com o próprio ministério. Em Jesus, tendem a coincidir Pessoa e Missão: toda a sua ação salvífica era e é expressão do seu “Eu filial” que, desde toda a eternidade, está diante do Pai em atitude de amorosa submissão à sua vontade. Com modesta mas verdadeira analogia, também o sacerdote deve ansiar por esta identificação. Não se trata, certamente, de esquecer que a eficácia substancial do ministério permanece independentemente da santidade do ministro; mas também não se pode deixar de ter em conta a extraordinária frutificação gerada do encontro entre a santidade objetiva do ministério e a subjetiva do ministro. O Cura d’Ars principiou imediatamente este humilde e paciente trabalho de harmonização entre a sua vida de ministro e a santidade do ministério que lhe estava confiado, decidindo “habitar”, mesmo materialmente, na sua igreja paroquial: “Logo que chegou, escolheu a igreja por sua habitação. (…) Entrava na igreja antes da aurora e não saía de lá senão à tardinha depois do Angelus. Quando precisavam dele, deviam procurá-lo lá”: se lê na primeira biografia.
O exagero devoto do pio hagiógrafo não deve nos fazer esquecer o fato de que o Santo Cura soube também “habitar” ativamente em todo o território da sua paróquia: visitava sistematicamente os doentes e as famílias; organizava missões populares e festas dos Santos Patronos; recolhia e administrava dinheiro para as suas obras sócio-caritativas e missionárias; embelezava a sua igreja e a dotava de alfaias sagradas; se ocupava das órfãs da “Providence” (um instituto fundado por ele) e das suas educadoras; tinha a peito a instrução das crianças; fundava confrarias e chamava os leigos para colaborar com ele.
O seu exemplo me induz a evidenciar os espaços de colaboração que é imperioso estender cada vez mais aos fiéis leigos, com os quais os presbíteros formam um único povo sacerdotal e no meio dos quais, em virtude do sacerdócio ministerial, se encontram “para os levar todos à unidade, amando uns aos outros com caridade fraterna, e tendo os outros por mais dignos” (Rm 12, 10). Neste contexto, há que recordar o caloroso e encorajador convite feito pelo Concílio Vaticano II aos presbíteros para que “reconheçam e promovam sinceramente a dignidade e participação própria dos leigos na missão da Igreja. Estejam dispostos a ouvir os leigos, tendo fraternalmente em conta os seus desejos, reconhecendo a experiência e competência deles nos diversos campos da atividade humana, para que, juntamente com eles, saibam reconhecer os sinais dos tempos”.
O Santo Cura ensinava os seus paroquianos sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar, se detendo de bom grado diante do sacrário para uma visita a Jesus Eucaristia. “Para rezar bem – explicava-lhes o Cura -, não há necessidade de falar muito. Sabe-se que Jesus está ali, no tabernáculo sagrado: lhe abramos o nosso coração, alegremo-nos pela sua presença sagrada. Esta é a melhor oração”. E exortava: “Vinde à comunhão, meus irmãos, vinde a Jesus. Vinde viver d’Ele para poderdes viver com Ele”. “É verdade que não sois dignos, mas tendes necessidade!”. Esta educação dos fiéis para a presença eucarística e para a comunhão adquiria um eficácia muito particular, quando o viam celebrar o Santo Sacrifício da Missa. Quem ao mesmo assistia afirmava que “não era possível encontrar uma figura que exprimisse melhor a adoração. (…) Contemplava a Hóstia amorosamente”. Dizia ele: “Todas as boas obras reunidas não igualam o valor do sacrifício da Missa, porque aquelas são obra de homens, enquanto a Santa Missa é obra de Deus”. Estava convencido de que todo o fervor da vida de um padre dependia da Missa: “A causa do relaxamento do sacerdote é porque não presta atenção à Missa! Meu Deus, como é de lamentar um padre que celebra [a Missa] como se fizesse um coisa ordinária!”. E, ao celebrar, tinha tomado o costume de oferecer sempre também o sacrifício da sua própria vida: “Como faz bem um padre se oferecer em sacrifício a Deus todas as manhãs!”.
Esta sintonia pessoal com o Sacrifício da Cruz o levava- por um único movimento interior – do altar ao confessionário. Os sacerdotes não deveriam jamais se resignar a ver os seus confessionários desertos, nem se limitar a constatar o menosprezo dos fiéis por este sacramento. Na França, no tempo do Santo Cura d’Ars, a confissão não era mais fácil nem mais frequente do que nos nossos dias, pois a tormenta revolucionária tinha longamente sufocado a prática religiosa. Mas ele procurou de todos os modos, com a pregação e o conselho persuasivo, fazer os seus paroquianos redescobrirem o significado e a beleza da Penitência sacramental, apresentando-a como uma exigência íntima da Presença eucarística. Pôde assim dar início a um círculo virtuoso. Com as longas permanências na igreja junto do sacrário, fez com que os fiéis começassem a imitá-lo, indo até lá visitar Jesus, e ao mesmo tempo estivessem seguros de que lá encontrariam o seu pároco, disponível para os ouvir e perdoar. Em seguida, a multidão crescente dos penitentes, provenientes de toda a França, haveria de o reter no confessionário até 16 horas por dia. Dizia-se então que Ars se tinha tornado “o grande hospital das almas”. “A graça que ele obtinha [para a conversão dos pecadores] era tão forte que aquela ia procurá-los sem lhes deixar um momento de trégua!”: diz o primeiro biógrafo. E assim o pensava o Santo Cura d’Ars, quando afirmava: “Não é o pecador que regressa a Deus para Lhe pedir perdão, mas é o próprio Deus que corre atrás do pecador e o faz voltar para Ele”. “Este bom Salvador é tão cheio de amor que nos procura por todo o lado”.
Todos nós, sacerdotes, deveríamos sentir que nos tocam pessoalmente estas palavras que ele colocava na boca de Cristo: “Encarregarei os meus ministros de anunciar aos pecadores que estou sempre pronto a recebê-los, que a minha misericórdia é infinita”. Do Santo Cura d’Ars, nós, sacerdotes, podemos aprender não só uma inexaurível confiança no sacramento da Penitência que nos instigue a colocá-lo no centro das nossas preocupações pastorais, mas também o método do “diálogo de salvação” que nele se deve realizar. O Cura d’Ars tinha maneiras diversas de se comportar segundo os vários penitentes. Quem vinha ao seu confessionário atraído por uma íntima e humilde necessidade do perdão de Deus, encontrava nele o encorajamento para mergulhar na “torrente da misericórdia divina” que, no seu ímpeto, tudo arrasta e depura. E se aparecia alguém angustiado com o pensamento da sua debilidade e inconstância, temeroso por futuras quedas, o Cura d’Ars revelava-lhe o segredo de Deus com um discurso de comovente beleza: “O bom Deus sabe tudo. Ainda antes de vos confessardes, já sabe que voltareis a pecar e todavia perdoa-vos. Como é grande o amor do nosso Deus, que vai até ao ponto de esquecer voluntariamente o futuro, só para poder perdoar-nos!”. Diversamente, a quem se acusava de forma tíbia e quase indiferente, expunha, através das suas próprias lágrimas, a séria e dolorosa evidência de quão “abominável” fosse aquele comportamento. “Choro, porque vós não chorais”, exclamava ele. “Se ao menos o Senhor não fosse assim tão bom! Mas é assim bom! Só um bárbaro poderia comportar-se assim diante de um Pai tão bom!”. Fazia brotar o arrependimento no coração dos tíbios, forçando-os a verem com os próprios olhos o sofrimento de Deus, causado pelos pecados, quase “encarnado” no rosto do padre que os atendia de confissão. Entretanto a quem se apresentava já desejoso e capaz de uma vida espiritual mais profunda, abria-lhe de par em par as profundidades do amor, explicando a inexprimível beleza de poder viver unidos a Deus e na sua presença: “Tudo sob o olhar de Deus, tudo com Deus, tudo para agradar a Deus. (…) Como é belo!”. E ensinava-lhes a rezar assim: “Meu Deus, dai-me a graça de Vos amar tanto quanto é possível que eu Vos ame!”.
No seu tempo, o Cura d’Ars soube transformar o coração e a vida de muitas pessoas, porque conseguiu fazer-lhes sentir o amor misericordioso do Senhor. Também hoje é urgente igual anúncio e testemunho da verdade do Amor: Deus caritas est (1 Jo 4, 8). Com a Palavra e os Sacramentos do seu Jesus, João Maria Vianney sabia instruir o seu povo, ainda que frequentemente suspirava convencido da sua pessoal inaptidão a ponto de ter desejado diversas vezes subtrair-se às responsabilidades do ministério paroquial de que se sentia indigno. Mas, com exemplar obediência, ficou sempre no seu lugar, porque o consumia a paixão apostólica pela salvação das almas. Procurava aderir totalmente à própria vocação e missão por meio de uma severa ascese: “Para nós, párocos, a grande desdita – deplorava o Santo – é entorpecer-se a alma”, entendendo, com isso, o perigo do pastor se habituar ao estado de pecado ou de indiferença em que vivem muitas das suas ovelhas. Com vigílias e jejuns, punha freio ao corpo, para evitar que opusesse resistência à sua alma sacerdotal. E não se esquivava a mortificar a si mesmo para bem das almas que lhe estavam confiadas e para contribuir para a expiação dos muitos pecados ouvidos em confissão. Explicava a um colega sacerdote: “Dir-vos-ei qual é a minha receita: dou aos pecadores uma penitência pequena e o resto faço-o eu no lugar deles”. Independentemente das penitências concretas a que se sujeitava o Cura d’Ars, continua válido para todos o núcleo do seu ensinamento: as almas custam o sangue de Cristo e o sacerdote não pode se dedicar à sua salvação se se recusa a contribuir com a sua parte para o “alto preço” da redenção.
No mundo atual, não menos do que nos tempos difíceis do Cura d’Ars, é preciso que os presbíteros, na sua vida e ação, se distingam por um vigoroso testemunho evangélico. Observou, justamente, Paulo VI que “o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres ou então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas”. Para que não se forme um vazio existencial em nós e fique comprometida a eficácia do nosso ministério, é preciso não cessar de nos interrogarmos: “Somos verdadeiramente permeados pela Palavra de Deus? É verdade que esta é o alimento de que vivemos, mais de que o sejam o pão e as coisas deste mundo? Conhecemo-la verdadeiramente? Amamo-la? De tal modo nos ocupamos interiormente desta palavra, que a mesma dá realmente um timbre à nossa vida e forma o nosso pensamento?”. Assim como Jesus chamou os Doze para estarem com Ele (cf. Mc 3, 14) e só depois é que os enviou a pregar, assim também nos nossos dias os sacerdotes são chamados a assimilar aquele “novo estilo de vida” que foi inaugurado pelo Senhor Jesus e assumido pelos Apóstolos.
Foi precisamente a adesão sem reservas a este “novo estilo de vida” que caracterizou o trabalho ministerial do Cura d’Ars. O Papa João XXIII, na carta encíclica Sacerdotii nostri primordia – publicada em 1959, centenário da morte de São João Maria Vianney -, apresentava a sua fisionomia ascética referindo-se de modo especial ao tema dos “três conselhos evangélicos”, considerados necessários também para os presbíteros: “Embora, para alcançar esta santidade de vida, não seja imposta ao sacerdote como própria do estado clerical a prática dos conselhos evangélicos, entretanto esta representa para ele, como para todos os discípulos do Senhor, o caminho regular da santificação cristã”. O Cura d’Ars soube viver os “conselhos evangélicos” segundo modalidades apropriadas à sua condição de presbítero. Com efeito, a sua pobreza não foi a mesma de um religioso ou de um monge, mas a requerida a um padre: embora manejasse com muito dinheiro (dado que os peregrinos mais abonados não deixavam de se interessar pelas suas obras sócio-caritativas), sabia que tudo era dado para a sua igreja, os seus pobres, os seus órfãos, as meninas da sua “Providence”, as suas famílias mais indigentes. Por isso, ele “era rico para dar aos outros e era muito pobre para si mesmo”. Explicava: “O meu segredo é simples: dar tudo e não guardar nada”. Quando se encontrava com as mãos vazias, dizia contente aos pobres que se lhe dirigiam: “Hoje sou pobre como vós, sou um dos vossos”. Deste modo pôde, ao fim da vida, afirmar com absoluta serenidade: “Não tenho mais nada. Agora o bom Deus pode chamar-me quando quiser!”. Também a sua castidade era aquela que se requeria a um padre para o seu ministério. Pode-se dizer que era a castidade conveniente a quem deve habitualmente tocar a Eucaristia e que habitualmente a fixa com todo o entusiasmo do coração e com o mesmo entusiasmo a dá aos seus fiéis. Dele se dizia que “a castidade brilhava no seu olhar”, e os fiéis se apercebiam disso quando ele se voltava para o sacrário fixando-o com os olhos de um enamorado. Também a obediência de São João Maria Vianney foi toda encarnada na dolorosa adesão às exigências diárias do seu ministério. É sabido como o atormentava o pensamento da sua própria inaptidão para o ministério paroquial e o desejo que tinha de fugir “para chorar a sua pobre vida, na solidão”. Somente a obediência e a paixão pelas almas conseguiam convencê-lo a continuar no seu lugar. A si próprio e aos seus fiéis explicava: “Não há duas maneiras boas de servir a Deus. Há apenas uma: servi-Lo como Ele quer ser servido”. A regra de ouro para levar uma vida obediente parecia-lhe ser esta: “Fazer só aquilo que pode ser oferecido ao bom Deus”.
No contexto da espiritualidade alimentada pela prática dos conselhos evangélicos, aproveito para dirigir aos sacerdotes, neste Ano a eles dedicado, um convite particular para saberem acolher a nova primavera que, em nossos dias, o Espírito suscita na Igreja, através nomeadamente dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades. “O Espírito é multiforme nos seus dons. (…) Ele sopra onde quer. E o faz de maneira inesperada, em lugares imprevistos e segundo formas precedentemente inimagináveis (…); mas nos demonstra também que Ele age em vista do único Corpo e na unidade do único Corpo”. A propósito disto, vale a indicação do Decreto Presbyterorum ordinis: “Sabendo discernir se os espíritos vêm de Deus, [os presbíteros] perscrutem com o sentido da fé, reconheçam com alegria e promovam com diligência os multiformes carismas dos leigos, tanto os mais modestos como os mais altos”. Estes dons, que impelem não poucos para uma vida espiritual mais elevada, podem ser de proveito não só para os fiéis leigos mas também para os próprios ministros. Com efeito, da comunhão entre ministros ordenados e carismas pode brotar “um válido impulso para um renovado compromisso da Igreja no anúncio e no testemunho do Evangelho da esperança e da caridade em todos os recantos do mundo”. Queria ainda acrescentar, apoiado na exortação apostólica Pastores dabo vobis do Papa João Paulo II, que o ministério ordenado tem uma radical “forma comunitária” e pode ser cumprido apenas na comunhão dos presbíteros com o seu bispo. É preciso que esta comunhão entre os sacerdotes e com o respectivo bispo, baseada no sacramento da Ordem e manifestada na concelebração eucarística, se traduza nas diversas formas concretas de uma fraternidade sacerdotal efetiva e afetiva. Só deste modo é que os sacerdotes poderão viver em plenitude o dom do celibato e serão capazes de fazer florir comunidades cristãs onde se renovem os prodígios da primeira pregação do Evangelho.
O Ano Paulino, que está para chegar ao fim, encaminha o nosso pensamento também para o Apóstolo das nações, em quem refulge aos nossos olhos um modelo esplêndido de sacerdote, totalmente “doado” ao seu ministério. “O amor de Cristo nos impele – escrevia ele -, ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos, portanto, morreram” (2 Cor 5, 14). E acrescenta: Ele “morreu por todos, para que os vivos deixem de viver para si próprios, mas vivam para Aquele que morreu e ressuscitou por eles” (2 Cor 5, 15). Que programa melhor do que este poderia ser proposto a um sacerdote empenhado a avançar pela estrada da perfeição cristã?
Amados sacerdotes, a celebração dos 150 anos da morte de São João Maria Vianney (1859) segue imediatamente às celebrações há pouco encerradas dos 150 anos das aparições de Lourdes (1858). Já em 1959, o Beato Papa João XXIII anotara: “Pouco antes que o Cura d’Ars concluísse a sua longa carreira cheia de méritos, a Virgem Imaculada aparecera, noutra região da França, a uma menina humilde e pura para lhe transmitir uma mensagem de oração e penitência, cuja imensa ressonância espiritual há um século que é bem conhecida. Na realidade, a vida do santo sacerdote, cuja comemoração celebramos, fora de antemão uma viva ilustração das grandes verdades sobrenaturais ensinadas à vidente de Massabielle. Ele próprio nutria pela Imaculada Conceição da Santíssima Virgem uma vivíssima devoção, ele que, em 1836, tinha consagrado a sua paróquia a Maria concebida sem pecado e havia de acolher com tanta fé e alegria a definição dogmática de 1854″. O Santo Cura d’Ars sempre recordava aos seus fiéis que “Jesus Cristo, depois de nos ter dado tudo aquilo que nos podia dar, quis ainda nos fazer herdeiros de quanto Ele tem de mais precioso, ou seja, da sua Santa Mãe”.
À Virgem Santíssima entrego este Ano Sacerdotal, pedindo-Lhe para suscitar no ânimo de cada presbítero um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja que inspiraram o pensamento e a ação do Santo Cura d’Ars. Com a sua fervorosa vida de oração e o seu amor apaixonado a Jesus crucificado, João Maria Vianney alimentou a sua quotidiana doação sem reservas a Deus e à Igreja. Possa o seu exemplo suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o bispo, entre eles próprios e com os leigos que é tão necessário hoje, como o foi sempre. Não obstante o mal que existe no mundo, ressoa sempre atual a palavra de Cristo aos seus apóstolos, no Cenáculo: “No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo” (Jo 16, 33). A fé no divino Mestre nos dá a força para olhar confiadamente o futuro. Amados sacerdotes, Cristo conta convosco. A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis também vós, no mundo atual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz.
Com a minha bênção.
Vaticano, 16 de Junho de 2009.
BENEDICTUS PP.XVI
Posted by Giselle Maia | Under Namoro Santo
quarta-feira jun 17, 2009
Alguns casais de namorados durante a fase do namoro embora tenham se apegado um ao outro vivem conflitos intensos, por brigas, ciúmes, desentendimentos com os familiares uns dos outros, dificuldades para viver a castidade, desentendimentos por conta da religião, traições, e com todos estes desentendimentos vão empurrando seu namoro, passam-se os anos e depois que já estão juntos a tanto tempo resolvem noivar acreditando que depois do casamento as brigas passarão. Grande engano!! Se as brigas são grandes no namoro, o ciúme é imenso, as divergências conflitantes, a falta de carinho, de cuidado e a falta de atenção… Tudo isso sem o casal estar vivendo 24hs juntos, imaginemos depois de casados.
Durante o namoro muitas mudanças podem acontecer,boas e ruins. Namorar, como já disse em outro artigo quer dizer envolver alguém no amor, e através deste amor, quando buscado na fonte que é Deus, pode-se construir coisas maravilhosas. Posso dizer que quando namorava meu esposo Marcelo, fui moldada e modificada com muito carinho em muitas coisas, do mesmo modo como ele mudou na faze do namoro. Mas existem aquelas pessoas que no início do namoro vivem tudo de um jeito e depois simplesmente relaxam, passam a ser pessoas totalmente diferentes. É aí que o casal deve estar atento!
Como o início do namoro é um período de conquista, é natural que os namorados sejam o mais dócil, carinhosos e atenciosos com suas namoradas e vice versa. É natural também que com o passar do tempo já não seja tudo tão perfeito, e isso é positivo, pois revela que ambos estão se revelando um ao outro, e neste conhecimento mútuo surgem as divergências. Mas até que ponto podem chegar estas divergências? E quando surgem as traições?
Não sou doutora para determinar qual o limite de brigas que um casal de namorados pode sustentar ou não, mas devo dizer que quando o namoro passa a ser fonte de dor, de feridas, mágoas, inseguranças e desprezo, é preciso parar para repensar se vale apena seguir em frente ou não.
Vejamos, se o rapaz ou a moça não consegue viver a fidelidade no namoro, será que será fiel no matrimônio? Acho pouco provável. E ainda que depois do casamento a situação se modifique e aquele que traia no namoro opte pela fidelidade, aquela que foi tão traída no namoro não estará ferida e com isso afetada por um sentimento de insegurança e ciúmes constante?
Se você vai uma loja comprar um televisão e te apresentam uma que está com defeito, dificilmente você comprará, ainda que a loja ofereça o concerto gratuito. Creio que Deus pode mudar todas as coisas, mas o Sacramento do matrimônio é algo muito sagrado e sério, não dá para arriscar ou pensar “se não der certo a gente separa”. Casamento é indissolúvel, é para a vida toda.
Quando não se constrói um namoro baseado na fidelidade, no respeito, na confiança, na castidade, no carinho, no amor e especialmente em Deus, são muitas as feridas causadas em ambos os lados. Terminar um relacionamento assim é uma dor que parece não ter fim, mas relacionamentos como estes que vão sendo empurrados em meio a brigas, desentendimentos e traições precisam ter um fim antes do noivado, quanto mais tempo demorar para terminar um relacionamento assim mais dor e sofrimento o casal viverá, quanto mais o tempo passa, embora já não se gostem mais como antes, mais apegados ficam e mais difícil fica o entendimento. Namorar por pena também não se pode. É melhor terminar um namoro que não vai bem e evitar um casamento fracassado (o que é uma dor ainda maior) ou até mesmo um divórcio prejudicando as vezes até os filhos.
Casamento é lindo, é maravilhoso, mas não é mágica! Muitas pessoas, especialmente moças, desesperadas, com medo de não se casarem, não têm a devida paciência e acabam acreditando que aquilo que vai mal no namoro será concertado no casamento. Lamentável engano! Ao contrário do que pensam as coisas pioram, pois a convivência é estreitada e os dois conhecerão ainda mais os seus defeitos. É verdade que Deus faz milagres, mas se o namoro já vai mal, não se pode arriscar um noivado e um casamento como solução dos problemas, ainda que no noivado as brigas amenizem a tendência é voltar a ser tudo como era antes, mas em proporções maiores, a menos que os dois optem por uma vida totalmente em Deus, por Deus e na oração, poderá ser uma catástrofe.
Tudo o que escrevi aqui não se trata de um pensamento pessimista, mas realista de alguém que trabalha com famílias e que vê dia após dia quantos divórcios acontecem porque não se levou a sério o namoro e o casamento.
Que a Sagrada Família de Nazaré abençoe a todos
Um abraço Fraterno
Giselle Maia
Posted by Giselle Maia | Under Orações, Orações de Santa Teresinha
terça-feira jun 16, 2009
Sexta feira, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura d’Ars, João Maria Vianney, será inaugurado, por nosso querido Papa Bento XVI, o Ano Sacerdotal, por este motivo gostaria de convidar a todos que acessam este blog a intensificarem suas orações pelos sacerdotes, homes que largaram tudo, abriram mão de ter esposa e filhos para se dedicarem exclusivamente ao serviço do Senhor e a Igreja, que somos nós.
Não tenho palavras para expressar a gratidão que tenho para com Deus pela presença de cada sacerdote no mundo, eles são verdadeiramente Cristo em nosso meio, sem eles não poderíamos comungar o Santo Corpo de Cristo.
Quando beijo as mãos de um sacerdote sinto que beijo o santíssimo útero da Virgem Maria, onde Jesus foi gerado e alimentado durante nove meses.
São muitas as pessoas que falam mal dos sacerdotes, o que considero uma grande pena, pois independente das falhas que qualquer sacerdote pode cometer, são homens sem os quais estaríamos privados dos sacramentos deixados por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Se os sacerdotes falham, também nós falhamos, mas Jesus, Aquele que é perfeito, se faz presente através das mãos destes homens. Jesus que é perfeito nos perdoa de nossos pecados através da imposição das mãos de um sacerdote. Jesus que é perfeito nos dá a graça de sermos seus irmãos, recebendo do seu Santo Espírito no Batismo, também através destes homens. Jesus nos acolhe na hora de nossa morte pela unção que nos é conferida pelas mãos do Sacerdote.
Que neste ano cada pessoa faça o propósito de amar mais os sacerdotes, cuidar de cada vocação, olhar para estes homens, ainda que pecadores como o maior instrumento de Cristo para nos trazer seu amor e sua Salvação, Olhar para cada sacerdote como sendo o próprio Cristo.
Façamos o propósito de amar e respeitar cada sacerdote, pois são Cristo entre nós. Façamos o propósito neste Ano Sacerdotal que se inicia de não falarmos mal, nem julgarmos os nossos padres e bispos, mas de rezarmos por cada um deles, para que cheios do Espírito Santo de Deus tenham força para lutar pela santidade e para no dia final, quando Jesus, o noivo vier nos buscar, Ele possa encontrar a sua noiva, a Igreja, que somos todos nós, imaculada.
Deixo aqui a Oração de Santa Teresinha pelos Sacerdotes, oração que eu faço todos os dias e as dedico especialmente pedindo proteção e graças a alguns sacerdotes que têm grande importância na minha história de salvação: Pe. Jorjão (Rio de Janeiro), Pe. Wagner, Pe. Paulo Ricardo, Mons. Jonas Abib, por meu pároco Frei Juraci e também pela vocação sacerdotal de meu irmão de comunidade Ulisses, que está no Seminário.
Rezem insistentemente pelos sacerdotes, no Céu veremos a importância destas orações.
Oração de Santa Teresinha pelos Sacerdotes
Ó Jesus, Eterno e Sumo Sacerdote, guardai com a tutela de vosso Sagrado Coração, todos os sacerdotes; de forma que ninguém lhes possa fazer mal. Guardai sem mancha as suas mãos consagradas que diariamente se acham em contato com Vosso Corpo Sacrossanto. Preservai também os seus lábios, que são santificados pelo vosso preciosíssimo Sangue; conservai puro e desinteressado dos prazeres mundanos o seu coração que está marcado com o caráter sublime do vosso Sacerdócio. Fazei-os crescer no amor e na fidelidade e protegei-os dos contágios do mundo.Dai-lhes com a força de transubstanciarem o pão e o vinho, também a de acordarem os corações. Abençoai os seus trabalhos com frutos abundantes e concedei-lhes, um dia, a coroa da vida eterna. Amém.
Posted by Giselle Maia | Under Orações, Sagrado Coração de Jesus
terça-feira jun 16, 2009
Como estamos as portas do dia do Sagrado Coração de Jesus, que será comemorado em todo o mundo nesta próxima sexta-feira, deixo aqui para aqueles que desejam receber graças especiais este tríduo ao Santíssimo Coração de Jesus.
1- Ó Coração adorável de Jesus, doce vida minha, recorro a vós nas necessidades em que me encontro e confio ao vosso poder, à vossa sabedoria,à vossa bondade, todas as angústias do meu coração dizendo mil vezes: Ó Coração Sacratíssimo, fonte de amor, pensai nas minhas necessidades.
Em vós, Coração de JESUS, espero para não ser confundido eternamente.
Glória ao Pai…
Doce Coração de Jesus, fazei que vos ame cada vez mais.
2- Ó Coração de Jesus amantíssimo de Jesus, oceano de misericórdia, a vós recorro nas minhas presentes necessidades e com plena confiança , me entrego ao vosso poder, à vossa sabedoria, repetindo mil vezes: Coração terníssimo, meu único tesouro, pensai nas minhas necessidades.
Em vós, Coração de JESUS, espero para não ser confundido eternamente.
Glória ao Pai…
Doce Coração de Jesus, fazei que vos ame cada vez mais.
3- Coração amntíssimo de Jesus, delícia dos que vos invocam. Na impotência em que me encontro, recorro a Vós, doce conforto dos infelizes, confio à vossa proteção, à vossa sabedoria, à vossa bondade todos os meus sofrimentos, repetindo mil vezes: Ó Coração generosíssimo, único descanso dos que em Vós esperam, pensai nas minhas necessidades.
Em vós, Coração de JESUS, espero para não ser confundido eternamente.
Glória ao Pai…
Doce Coração de Jesus, fazei que vos ame cada vez mais.
Ó Maria minha Mãe, anal por onde passam todas as graças; uma só palavra vossa salvarme á dos males e angústias que me oprimem. A vós, pois, também repito: Pensai nas minhas presentes necessidades e alcançai-me graça perante o Coração de Jesus
Ave Maria… Virgem poderosa, rogai por nós (3 vezes)
Querido São José, dirigi também vós um olhar à triste condição em que me vejo enquanto eu, confiando no vosso paternal amor e nosvosso poder, cheio de confiança, vou repetindo: Ó amigo íntimo do Coração de Jesus, pensai nas minhas presentes necessidades.
Glória ao Pai… Íntimo amigo do Coração de Jesus, rogai por nós. ( 3 vezes)
Posted by Giselle Maia | Under Sagrado Coração de Jesus
terça-feira jun 16, 2009
Promessas feitas pelo Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarita de Alacoque, aos que forem devotos do seu sagrado Coração:
1. Eu lhes darei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
2. Eu farei reinar a paz em suas famílias.
3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
4. Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte.
5. Derramarei muitíssimas bênçãos sobre todas as suas empresas.
6. Os pecadores encontrão em meu Coração a fonte e o mar infinito da misericórdia.
7. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
8. As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a grande perfeição.
9. Abençoarei Eu mesmo as casas onde a imagem do meu Coração estiver exposta e venerada.
10. Darei aos sacerdotes o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Coração e dele nunca serão apagados.
12. No excesso da misericórdia do meu amor todo-poderoso darei a graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos.
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